Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Codó, realizada nesta terça-feira (11), o vereador Pastor Max fez um discurso marcado por críticas à gestão municipal, defesa dos professores da rede pública, questionamentos sobre os recursos do FUNDEB e manifestações sobre a situação judicial envolvendo seu mandato. Antes de abordar os temas políticos, o parlamentar fez questão de registrar homenagens. “Quero parabenizar todos os advogados pelo seu dia, todos os estudantes pelo seu dia e também todos os pais do nosso município pelo Dia dos Pais”, declarou.
Na sequência, Pastor Max direcionou seu discurso à situação dos professores efetivos da rede municipal e afirmou estar indignado com os descontos registrados nos salários. Segundo o vereador, centenas de profissionais teriam recebido os salários com descontos que variaram entre R$ 800 e R$ 2 mil, dependendo da matrícula.
“Hoje, subo nesta tribuna para registrar minha profunda indignação com o tratamento que a gestão do prefeito Chiquinho do PT está dispensando aos professores efetivos do nosso município. Não estamos falando apenas de números em um contracheque. Estamos falando de pais e mães de família que organizam sua vida financeira contando com aquele salário para pagar aluguel, água, energia, alimentação, medicamentos e tantas outras despesas. Um desconto dessa proporção desorganiza completamente o orçamento de qualquer trabalhador”, destacou.

Pastor Max também cobrou uma explicação pública da Prefeitura sobre os abatimentos e relembrou ainda que já havia defendido anteriormente um reajuste de 10% para os professores da rede municipal. “O mais grave é que, até agora, não houve uma explicação clara e convincente por parte do prefeito. O silêncio do chefe do Executivo apenas aumenta a insegurança e a indignação dos professores. No início deste ano, solicitamos um reajuste de 10% para os professores da rede municipal, acompanhando o exemplo do governador Carlos Brandão e de diversos prefeitos maranhenses que reconheceram a importância da educação e valorizaram seus profissionais. Infelizmente, a Prefeitura limitou-se ao reajuste definido nacionalmente, sem qualquer valorização adicional”, afirmou.
Piso Nacional do Magistério aos professores contratados
Outro ponto levantado pelo parlamentar foi o pagamento do Piso Nacional do Magistério aos professores contratados. Pastor Max também comentou a mobilização dos professores, que foram às ruas cobrar respostas da administração municipal. “Até hoje a administração municipal não implantou o Piso Nacional do Magistério para os professores contratados, mesmo após a decisão do Supremo Tribunal Federal reconhecer esse direito. Em vez de resolver o problema, a gestão segue adiando uma solução que deveria ter sido tomada há muito tempo. A categoria precisou sair às ruas, protestar em frente à Prefeitura e exigir respostas. Somente depois da repercussão negativa e da mobilização dos professores é que a gestão anunciou a antecipação do terço de férias”, afirmou.
O vereador questionou ainda a necessidade de diferentes explicações para o episódio e em tom de defesa da categoria resumiu sua posição. “Se tudo estava correto, por que tanta demora para explicar? Se havia justificativa, por que versões diferentes foram apresentadas? O servidor público merece respeito, informação clara e segurança sobre o seu salário. Professor não pede favor. Professor exige respeito aos seus direitos. Quem educa nossas crianças e nossos jovens não pode viver preocupado se, ao abrir o contracheque, encontrará um salário menor sem uma explicação transparente.”
Esclarecimento sobre recursos do FUNDEB
O parlamentar também cobrou esclarecimentos sobre a aplicação dos recursos destinados à educação e afirmou que poderá recorrer aos órgãos de fiscalização caso, segundo ele, não sejam apresentadas respostas e soluções. “Queremos saber o que o prefeito está fazendo com os recursos do FUNDEB? Se continuar assim, entraremos com representação junto ao TCE e Ministério Público, solicitando a instauração de procedimentos investigatórios e auditoria, além da adoção de medidas para implementar o piso imediatamente”, afirmou, citando ainda o município de Timbiras como exemplo de gestão que, segundo ele, teria reconhecido a importância da valorização dos professores.
Pastor Max fala sobre situação do mandato
Na segunda parte de seu pronunciamento, o vereador abordou a situação judicial relacionada ao seu mandato e afirmou estar tranquilo quanto à sua atuação durante o período eleitoral. Pastor Max afirmou que seu mandato foi conquistado pelo voto popular e negou qualquer irregularidade em sua campanha. “O meu mandato foi conquistado de forma legítima, pelo voto livre dos codoenses. Durante toda a nossa campanha, não houve compra de votos, fraude eleitoral ou qualquer irregularidade na prestação de contas da minha candidatura que pudesse criar essa situação. Fizemos uma campanha simples, honesta e de pé no chão, sempre respeitando a lei”, afirmou.
Sobre a questão judicial, explicou a situação e reafirmou que continuará recorrendo das decisões dentro dos instrumentos previstos pela legislação. “A discussão que existe hoje não diz respeito à minha conduta como candidato, mas a uma questão documental relacionada ao DRAP do partido, ocorrida antes da campanha eleitoral e da qual somente tivemos conhecimento posteriormente. Tenho plena confiança na Justiça dos homens e, acima de tudo, na Justiça de Deus. Seguiremos firmes, trabalhando, recorrendo das decisões cabíveis e defendendo o mandato que o povo de Codó nos confiou”, declarou.





