Durante a 22ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Codó, realizada nesta terça-feira (25), o vereador Pastor Max fez um discurso contundente sobre o cenário político do município, destacando denúncias de pressão sobre servidores públicos, a necessidade de respeito à liberdade de expressão e o papel do Legislativo na fiscalização da administração municipal.
Em sua fala, Pastor Max afirmou que o momento político exige “coragem, atenção e, acima de tudo, consciência”, e questionou o possível uso da estrutura pública para fins políticos. Segundo o vereador, existem relatos de cobrança, monitoramento e pressão para que servidores e funcionários públicos demonstrem apoio a determinado projeto político.
“O emprego público não pode ser moeda de troca por voto”, declarou.
O parlamentar ressaltou que a Prefeitura pertence à população e não deve ser utilizada como instrumento de pressão política. Também destacou as dificuldades enfrentadas por trabalhadores codoenses na busca por oportunidades e criticou o que classificou como utilização da estrutura municipal para favorecer interesses políticos.
Liberdade de escolha e voto secreto
Pastor Max dirigiu uma mensagem aos servidores contratados e efetivos que, segundo ele, estariam sofrendo algum tipo de pressão política. Max lembrou que o voto é secreto e que cada eleitor deve exercer seu direito de escolha de acordo com sua própria consciência. O vereador também criticou práticas que classificou como características de um período de “coronelismo” e defendeu que nenhum trabalhador tenha medo de perder o emprego por não apoiar determinado candidato. “Na urna, você é livre. Ninguém entra com você na cabine de votação. Ninguém sabe em quem você votou. O seu voto é secreto. Seu voto pertence somente a você”, afirmou.
Críticas à intolerância e defesa da fiscalização
Na segunda parte do discurso, Pastor Max ampliou as críticas e abordou o que considera uma crescente intolerância às manifestações contrárias à administração municipal. O vereador cobrou do prefeito Chiquinho do PT respostas para os problemas da cidade e defendeu o direito de cidadãos, trabalhadores, empresários e lideranças se posicionarem politicamente. Para ele, críticas à gestão pública fazem parte do processo democrático.
“Criticar a gestão não é crime. Mostrar os problemas da cidade não é crime. Denunciar buracos nas ruas não é crime. Cobrar melhorias na saúde não é crime. Exigir respeito aos trabalhadores não é crime. Fiscalizar o uso do dinheiro público é um dever de todo cidadão e, principalmente, de nós vereadores”, declarou.
Pastor Max afirmou ainda que a democracia deve ser fortalecida por meio do diálogo, da transparência e do respeito ao contraditório. Segundo ele, a Câmara deve continuar sendo um espaço para que problemas da população sejam apresentados e debatidos. O vereador também afirmou que governos são passageiros e que a população continuará sendo a principal responsável pelos rumos da cidade. “Esta tribuna não será silenciada. Continuaremos cobrando, denunciando e defendendo aqueles que mais precisam. Porque nosso compromisso não é com grupos políticos. Nosso compromisso é com o povo de Codó. A história mostra que governos passam e esse vai passar também. O poder é passageiro. Mas a voz do povo permanece”, afirmou o parlamentar
Vereador reconhece atuação do secretário Márcio Esmero
Apesar das críticas apresentadas durante o pronunciamento, Pastor Max fez questão de registrar um agradecimento ao secretário municipal Márcio Esmero. O vereador relatou que havia solicitado ao secretário a realização da limpeza do Ginásio Deolindo Rodrigues e que a demanda foi atendida. Para Pastor Max, a iniciativa demonstra que as necessidades da comunidade devem estar acima das divergências políticas.
“Quero agradecer e parabenizar. Fiz uma solicitação ao secretário Márcio Esmero para que fosse feita a limpeza do Ginásio Deolindo Rodrigues. O secretário demonstrou, com essa atitude, que o bem da comunidade está acima dessas atitudes de perseguição que muitos desse governo têm, independentemente de quem está pedindo, porque, na verdade, somos a voz dessa população que sofre”, afirmou.
Ao finalizar, o vereador reforçou que seu mandato pretende continuar atuando na fiscalização do poder público e na defesa das demandas apresentadas pela população de Codó, destacando que, mesmo diante das divergências políticas, ações que beneficiem diretamente a comunidade devem ser reconhecidas.





