Uma situação que vem chamando atenção nas redes sociais de Codó envolve internautas que declararam publicamente apoio ao médico e candidato a deputado estadual Dr. Cláudio Paz.
Segundo relatos e mensagens apresentadas ao Portal Ramyria Santiago, após alguns internautas comentarem nas redes sociais manifestando apoio a Cláudio Paz, eles teriam recebido mensagens privadas da equipe do deputado Francisco Nagib.
Em uma das abordagens, o remetente afirma fazer parte da assessoria de Nagib e diz ter identificado o comentário de apoio a Cláudio Paz. Na sequência, pergunta ao internauta se ele já trabalhou ou trabalha com o médico ou se o apoio acontece por acompanhar o trabalho desenvolvido por Cláudio Paz.
Depois dos questionamentos, vem o convite para uma conversa diretamente com Francisco Nagib, com a proposta de apresentar melhor o trabalho do deputado.

O que chama atenção não é apenas a mensagem, mas a sequência dos acontecimentos: o cidadão manifesta publicamente sua preferência por um candidato e, logo depois, recebe uma abordagem privada de uma equipe política adversária questionando a origem daquele apoio e oferecendo uma aproximação com outro candidato.
A situação levanta uma discussão importante neste período eleitoral: até onde vai a estratégia de campanha e onde começa uma abordagem que pode ser percebida pelo eleitor como pressão ou tentativa de convencimento direcionada?
O Tribunal Superior Eleitoral estabelece que a manifestação de pensamento político na internet é livre, dentro dos limites previstos na legislação. Para as Eleições 2026, o TSE também estabelece regras para mensagens eleitorais enviadas a eleitores e proíbe disparos de mensagens instantâneas em massa sem o consentimento do destinatário.
Mas a pergunta permanece:
Por que alguém que acabou de declarar apoio a Cláudio Paz está sendo procurado no privado para explicar a origem desse apoio e, logo depois, convidado a conversar com Francisco Nagib?





