Domingo, 12 de julho de 2026
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Governo do Estado investiga morte de trabalhador rural no município de Codó

Com o objetivo de investigar a morte de Antônio Isídio Pereira da Silva, que aconteceu no Povoado Vergel, zona rural do município de Codó, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) abriu inquérito policial que inclui pedido de exumação do corpo da vítima, encontrado e enterrado pela família no dia 24 de dezembro.

Governo do Estado investiga morte de trabalhador rural no município de Codó

Com o objetivo de investigar a morte de Antônio Isídio Pereira da Silva, que aconteceu no Povoado Vergel, zona rural do município de Codó, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) abriu inquérito policial que inclui pedido de exumação do corpo da vítima, encontrado e enterrado pela família no dia 24 de dezembro. A SSP aguarda autorização judicial para realização do procedimento e andamento do inquérito.

No Povoado Vergel há intenso conflito entre membros da comunidade pela posse das terras deixadas em herança (questão já judicializada desde a década de 1980), agravado pela extração ilegal de madeira que ocorre na região. Antônio Isídio Pereira da Silva, que se encontrava desaparecido desde o dia 20 de dezembro, já havia relatado ameaças de morte. A investigação tem o objetivo de verificar a causa da morte de Antônio Isídio e se está relacionada às disputas de terra na região.

Programa de proteção                      

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República divulgou nota sobre a morte de Antônio Isídio e seu pedido de inclusão no Programa de Proteção a Defensores de Direitos Humanos. Com base em informações fornecidas pelo próprio Antônio Isídio, a Equipe Técnica Federal avaliou que o perfil do trabalhador não se encaixava nos critérios do programa.

A solicitação foi analisada pela Promotoria de Justiça, que foi até a região onde morava Isídio para ouvir tanto seu depoimento quanto da pessoa denunciada por ameaçá-lo, em 6 de novembro de 2014. A promotoria agrária sugeriu que Antônio Isídio buscasse o Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita), considerado mais adequado ao perfil. Na ocasião, Antônio Isídio não aceitou ingressar no Provita, já que teria que sair do seu local de trabalho e moradia

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