Domingo, 12 de julho de 2026
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MAIS DE 570 CRIANÇAS YANOMAMI MORRERAM. UMA TRAGÉDIA QUE PODERIA TER SIDO EVITADA

Uma combinação de crise na gestão da saúde no território ianomâmi e o aumento do garimpo ilegal nas terras indígenas levou à tragédia sanitária revelada nesta semana entre os povos dessa etnia, aponta especialistas. O Ministério da Saúde decretou emergência em saúde pública em decorrência da desasisstência do povo ianomâmi.

MAIS DE 570 CRIANÇAS YANOMAMI MORRERAM. UMA TRAGÉDIA QUE PODERIA TER SIDO EVITADA

Uma combinação de crise na gestão da saúde no território ianomâmi e o aumento do garimpo ilegal nas terras indígenas levou à tragédia sanitária revelada nesta semana entre os povos dessa etnia, aponta especialistas.

O Ministério da Saúde decretou emergência em saúde pública em decorrência da desasisstência do povo ianomâmi. Os indígenas da região enfrentam uma grave crise de desnutrição e falta de acesso à saúde. De acordo com o ministério dos Povos Indígenas, pelo menos 570 crianças ianomâmis morreram de fome e por contaminação com mercúrio nos últimos quatro anos, principalmente devido à atuação de garimpeiros ilegais.

Os cuidados com a saúde desses indígenas são feitos por meio de postos com infraestrutura razoável, mas o modelo depende de uma equipe qualificada que vá às aldeias. É nessas visitas que se observa o quadro de saúde das pessoas, vacina as crianças, dá remédio contra vermes, busca sintomas de malária, coleta sangue, coibindo, assim, situações mais complexas quando, então, é preciso remover o paciente aos hospitais da capital — considerando a dificuldade de transporte e grandes distâncias. “Nos últimos anos, por incompetência ou má intenção, foram indicadas pessoas sem nenhuma experiencia em gestão de saúde pública e começou a haver uma precarização da infraestrutura, com redução da equipe de atendimento e consequente diminuição das visitas, e de medicamentos. Situações que eram tratáveis começam a passar a situações complexas, uma criança com uma gripe, vira pneumonia, sem remédios para tratar”, explica o pesquisador do Instituto Socioambiental Estêvão Benfica Senra.

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