Sábado, 20 de junho de 2026
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Profissionais da Educação Denunciam Pressão e Cobranças Abusivas em CMEIs de Codó: 'Estamos Pagando Para Trabalhar

A REALIDADE POR TRÁS DAS PORTAS DOS CMEI DE CODÓ

Nós, profissionais da educação, professoras, funcionárias e servidores que dedicamos nosso tempo, nossa força e nosso coração para cuidar e ensinar as crianças da nossa cidade, viemos por meio desta nota, manifestar nosso repúdio a uma prática que vem se tornando abusiva e injusta dentro das unidades escolares: a cobrança constante de "vaquinhas".

É com muita tristeza que relatamos que, a cada 15 dias, somos pressionadas e cobradas para participar de contribuições financeiras impostas pela direção das escolas. São vaquinhas para festa de dia das mães, para dia dos pais, para confraternização, para compra de materiais pras escolas, para isso e para aquilo — sempre recaindo a obrigação de pagar sobre nós, funcionários.

Nossos salários são baixos, muitas vezes insuficientes para suprir todas as nossas necessidades básicas. Com o pouco que recebemos, temos que pagar aluguel, comprar remédios, sustentar nossas próprias famílias, cuidar dos nossos filhos e ainda arcar com gastos pessoais e profissionais que saem do nosso próprio bolso. É um salário que já é apertado, que mal dá para o essencial. E mesmo assim, somos obrigadas a tirar desse dinheiro tão suado para bancar coisas que, na verdade, deveriam ser custeadas pela própria instituição ou pela gestão pública.

O que nos deixa mais revoltadas e tristes é o clima de pressão e medo que é criado. A maioria das professoras são contratadas, e por causa disso, tem medo de se posicionar ou dizer que não pode contribuir. Quem se nega, é mal vista, fica marcada, sofre represálias veladas, é tratada com indiferença ou até prejudicada em sua rotina de trabalho. Ninguém quer falar, não por concordar, mas sim por medo de perder o emprego ou de sofrer perseguição.

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Profissionais que já se dedicam tanto, que já fazem tanto pela educação, sendo explorados dessa forma.

O funcionário é obrigado a pagar para trabalhar. Essa prática é abusiva, é errada e vai contra todos os direitos do trabalhador. Nós cumprimos nosso dever com amor e responsabilidade, e o nosso salário é justo e necessário para a nossa sobrevivência. Dinheiro para festa, para decoração ou para eventos não pode, em hipótese nenhuma, sair do nosso salário.

Estamos aqui para denunciar, pois não aguentamos mais. Pedimos que as autoridades olhem para essa situação, que averiguem e que acabem com essa cobrança indevida. Queremos apenas trabalhar com dignidade, sem pressões, sem assédio e sem ter que escolher entre pagar nossa conta ou participar de vaquinhas que não são nossa obrigação.

Assinado: Todas as Profissionais da Educação que tem voz, mas não podem se manifestar

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